Libra a moeda digital do Facebook

Libra a moeda digital do Facebook

20/06/2019 0 Por Redação

De acordo com dados do portal ELPaís um dos site mais respeitados do mundo.

O Facebook lançará em 2020 sua própria moeda: a Libra. Os usuários do WhatsApp e Messenger poderão trocar dinheiro a partir de sua carteira digital e o Facebook também vai oferecer o serviço como um aplicativo independente.

No documento de apresentação a rede afirma que o principal objetivo desta nova moeda será facilitar a troca de dinheiro no mundo em desenvolvimento – “1,7 bilhão de pessoas não têm conta bancária, 31% da população do mundo”, diz a empresa na Internet ao apresentar o projeto. A Libra pretende chegar a esses usuários: seria a conta deles, com a qual podem poupar, pagar e fazer transferências. Sobre o custo das remessas, o Facebook apenas diz que será “sem custo ou a baixo custo”.

Com a expectativa de criar uma revolução no setor financeiro, o Facebook diz que chegou a hora da “Internet do dinheiro”, como se fosse a próxima fase após a “internet das coisas”. Na última conferência do Facebook para desenvolvedores, Mark Zuckerberg, o fundador da empresa, disse que “deverá ser tão fácil enviar dinheiro pela rede como é hoje enviar uma foto”. Este projeto, sobre o qual havia rumores há meses, é o cumprimento desse desejo.

Ao apresentar a Calibra, que é o nome da subsidiária do Facebook que fornece serviços financeiros, a empresa expõe um documento inicial que estabelece os princípios da moeda: “Uma criptomoeda de baixa volatilidade, com base em blockchain descentralizado com o objetivo de criar uma nova oportunidade para a inovação de serviços financeiros responsáveis”.

O Facebook criou sua própria tecnologia blockchain para gerenciar a Libra. O blockchain é um sistema de servidores compartilhados mantido por grupos independentes que certificam as transações que ocorrem nessas redes. Ninguém tem todo o controle.

A Libra estará atrelada a uma reserva real – a reserva Libra – e poderá ser trocada por outras moedas reais com base em uma taxa de câmbio estável. “Para ajudar a dar confiança a uma nova moeda e alcançar uma maior adoção no início, tradicionalmente as notas do país podiam ser trocadas por recursos reais, como o ouro. Em vez de embasar a Libra com o ouro, ela será apoiada por um conjunto de recursos de baixa volatilidade, tais como depósitos bancários e valores públicos de curto prazo de moedas de bancos centrais estáveis e de reputação”. Este detalhe é o que mais distancia a Libra das criptomoedas comuns, como o bitcoin, que não têm uma reserva por trás e cuja taxa de câmbio varia com facilidade.

A direção da Libra ficará a cargo da Associação Libra, com sede em Genebra (Suíça), e será composta pelos parceiros do Facebook nesta iniciativa. A rede conta com até 100 empresas com ramificações associadas ao projeto quando for lançado ao mercado em 2020, mas, por ora, já há nomes impactantes de vários setores: Mastercard, Paypal, Visa, Booking, eBay, Spotify, Uber, Vodafone, Coinbase, Kiva e Banco Mundial das Mulheres. Seu objetivo será “coordenar e prover de um marco a administração da rede e também dirigir os empréstimos de impacto social em apoio da inclusão financeira”.

O Facebook vai manter privilégios de gerenciamento do projeto em todo 2019, mas, depois de lançado, será um entre os parceiros fundadores. “O Facebook, e suas afiliadas, terão os mesmos compromissos, privilégios e obrigações financeiras como qualquer outro membro fundador. O papel do Facebook na administração da associação será o mesmo que o de seus pares”, diz o documento.

A associação suíça que governa Libra terá primeiro que concordar com o projeto final da criptomoeda. Então a associação terá que encontrar bancos dispostos a manter o dinheiro que fará o backup da moeda. Reguladores financeiros, muitos dos quais têm hesitado sobre criptomoedas, precisarão assinar o projeto.

Uma proposta para um aplicativo móvel da Libra. Créditos Calibra

Fontes:
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/18/tecnologia/1560851467_183722.html | https://www.nytimes.com/2019/06/18/technology/how-libra-would-work-for-you.html